Depoimento de Algumas Pessoas que Estiveram ao Redor da Fundação do CEI + Marlene e Janete

     

João Zilio Grillo: depoimento em 25/01/2012.

Frequenta o Centro desde a sua fundação.

João Zilio Grillo, fundador do CEI, tesoureiro da primeira Diretoria Executiva, exerceu esta função em muitas gestões posteriores. Disse-nos que a fundação desta entidade originou-se das conversas travadas entre o Sr. Humberto Bury e o Sr. Antonio Grillo Filho, seu irmão, em 1961, quando voltavam das reuniões do "Culto Cristão no Lar", realizadas, às 5.ª feiras, nas dependências da Federação Espírita do Estado de São Paulo.

A questão levantada por eles era a seguinte: por que, em vez de nos locomovermos até o centro da cidade, não o fazemos em nossas próprias residências? Colocando em prática tal idéia, eles implantaram o "Culto Cristão" em seus próprios lares, alternando a casa para a realização do mesmo. Com o tempo, outros lares entraram no rodízio do "culto": a da família Vianello e a do próprio Sr. João Zilio Grillo.

Os membros de cada família foram, naturalmente, divulgando as reuniões entre os seus parentes e amigos. Com isso, a procura pelos novos ensinamentos aumentava enquanto as casas ficavam cada vez menores. A solução encontrada foi estabelecer um único local, ou seja, a residência do Sr. Antonio Grillo, localizado na Rua da Alegria, 84 Fundos, em Jaçanã.

Neste depoimento, realçamos um fato bastante interessante, que diz respeito à compra do imóvel, localizado à Av. Henri Janor, 141: como o imóvel já estava oferecido a outro comprador, insistiram tanto para que o proprietário vendesse ao Centro, que até prece fizeram para que o outro pretendente desistisse da compra.

Anita Cecília Munhoz Vieira: depoimento em 10/02/2012

 

Frequenta o Centro desde 1966.

 

Os desequilíbrios mediúnicos a trouxeram a esta Casa. Como fora criada na Igreja Católica, os seus familiares não entendiam os fenômenos mediúnicos e pensavam que estaria ficando louca. Indo ao Chico Xavier, recebe dele a seguinte orientação: “Você não tem loucura, o que você tem é que desenvolver a mediunidade”.

Começou a frequentar na Rua da Alegria, 84. Lá, ouve do Sr. Antonio Grillo, que ele teve um sonho de abrir um Centro Espírita, e que este Centro deveria se chamar Centro Espírita “Anjo Ismael”.

Dentre as suas atividades, no campo da escola e da assistência espiritual, o fato marcante é que é fundadora do trabalho do Colégio de Médiuns, em 1972, e nele continua até hoje.

Maria de Lourdes Zanino: depoimento em 24/02/2012.

Frequenta o Centro desde 1968

Agradeceu, sensibilizada, ao equilíbrio físico e espiritual que conseguiu nesta Casa. Devido à doença do seu segundo filho, procurou muitos Centros Espíritas na redondeza, sem encontrar um que a sensibilizasse. Um dia, muito chateada, encontra Alice César, e conta-lhe o seu drama. Esta a encaminhou ao Centro Espírita Ismael, para fazer um tratamento espiritual.

Depois de algum tempo, recebeu o seguinte aviso: “Você ainda irá retribuir tudo que recebeu”. Logo, foi convidada para os trabalhos na Casa. Na Diretoria Executiva, já exerceu o cargo de tesoureiro. Passou por quase todos os departamentos; ajudou, inclusive, a implantar o trabalho na Casa de David. Identificou-se muito com o trabalho de Assistência Social, e o exerceu por um bom período de tempo. Presentemente, é responsável pelo Bazar Beneficente.

Manoel Francisco dos Santos: depoimento em 29/02/2012.

Freqüentou o Centro entre 1962 e 1980

Fez o Curso de Médiuns na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Como tinha amizade com a família Grillo, acabou exercendo a sua mediúnica espírita nesta Casa. Foi o primeiro diretor do Departamento de Assistência Social do CEI. Na época, em 1968, havia 50 famílias cadastradas.

Seguindo as diretrizes da Campanha Auta de Souza, que é arrecadar alimentos na casas da redondeza, para depois distribuir aos necessitados, conseguiam os alimentos para a sopa e a distribuição das sacolas. Disse que uma pessoa, certa vez, chegou a repetir 6 pratos.

Arminda Cruz Paiva: depoimento em 21/03/2012.

Frequentou o Centro entre 1968 e 2000.

Está com 89 anos de idade. Veio ao Ismael porque falavam que era bom. Como tinha “mediunidade”, esta Casa deu-lhe oportunidade de desenvolvê-la, o que a deixou muito feliz. Para isso, fez os Cursos de Educação Mediúnica e Aprendizes do Evangelho. Exercitou a sua tarefa sempre com prazer e boa vontade.

Presentemente, está com problemas de saúde, o que a impede de dar a sua contribuição mediúnica, e lhe faz muita falta. Fala bem de todos, principalmente os que conviveram mais de perto, tais como, Humberto Bury e Henriqueta Bury.

Nair Vianello Luizeto: depoimento em 24/03/2012.

Frequenta o Centro desde a sua fundação.

É cunhada de Antonio Grillo. Fez parte das famílias que começaram com o Evangelho no Lar. Morou durante 9 anos no fundo do imóvel da Av. Henri Janor: pagava aluguel e zelava pela casa. Fez o Curso de Médiuns, de Aprendizes do Evangelho e de Passe, no próprio CEI. Acha que o Centro ensinou-lhe a ser mais humilde e sempre pensar no outro, antes de pensar em si própria. 

Por dificuldades de locomoção, parou de frequentar, em 2010, o que lhe dá um pouco de tristeza. Antes disso, vinha três vezes por semana. Guarda lembrança de Antônio Francisco Rasga, José Moreira, José Ferreira, Humberto Bury,  Henriqueta Bury, Antonio Sanches, José Vitorino do Nascimento e Ubirajara.


Avenina Tonetti Gregório: depoimento em 30/03/2012

Começou a frequentar o Centro em 1968.

Está com 91 anos de idade. Antes vir para esta Casa, participou, durante 5 anos do Centro Espírita Nosso Lar, das Casas André Luiz, em Vila Galvão. Quis vir ao Ismael, porque havia cursos e precisava aprender o Espiritismo. Aqui, fez o Curso de Educação Mediúnica, o Curso de Aprendizes do Evangelho e o Curso de Passes.  Colaborava, no CEI, quatro vezes por semana.  Dedicou-se exclusivamente aos trabalhos de desobsessão. Foi, durante 6 anos, diretora do Departamento de Assistência Social. Ajudou muito na costura. Ainda hoje, faz sapatinhos para o enxoval das gestantes. Nos chás beneficentes, era a montadora dos pratos de salgadinhos.

Presentemente, está afastada dos trabalhos, mas tem boas recordações dos senhores Nascimento, Humberto Bury, Henriqueta Bury, Antonio Sanches e Wanderlon.  Era uma turma muito unida. Acha que a sua presença no Centro ajudou a sua vida e a da sua família, pois o Espiritismo ensina a gente a fazer o bem ao outro. No trabalho de desobsessão, pela doutrinação, a gente ajuda um irmão em apuro.

Domingas Angelina Grillo: depoimento em 11/04/2012.

Frequenta o Centro desde sua fundação.

Começou em Araçatuba, pois sofria de ataques e recomendaram que seu pai a levasse ao Centro Chico Inácio. Vindo para São Paulo, indicaram-lhe a FEESP. Lá, começou a penitência dos passes. Depois de três anos, começou a fazer os cursos de médiuns, aprendizes do evangelho e o curso de passes. Na FEESP, conheceu o Sr. Antonio Rasga. Participava, também, do Evangelho no Lar, na casa de seu irmão Antonio Grillo.

Presentemente, colabora nos passes das crianças, aos sábados à tarde, e na Assistência Social, às quartas-feiras à tarde. No meio do seu depoimento, disse que não tinha fé, mas fazia de tudo por causa dos ataques que sofria, pois tinha medo de andar e cair no meio da rua. Um mentor da FEESP falou que ela deveria trabalhar com as crianças.

Eunice Gomes: depoimento em 19 de abril de 2012

Frequenta o Centro desde 1967.

Antes de vir ao Centro, já recebia mensagens do Espírito Meimei. Convidada pela sua tia Henriqueta Bury, por causa de problemas de saúde de seu filho, vinha escondida do marido, e nunca mais deixou a Casa. Na segunda semana, por falta de trabalhador, começou a fazer entrevista. Participou de diversos trabalhos e cursos, porém foi no setor de Entrevista em que ficou mais tempo. Por vários anos seguidos, foi responsável pela arrecadação de fundos, com os Chás Beneficentes e Festas Juninas. 25 anos antes de construir a sala 25, conta que teve um sonho de um telhado azul, que lhe ensejou a rascunhar diversos desenhos.

Agradeceu aos seus tios Humberto e Henriqueta Bury, pois eles modificaram a sua vida e a de seus filhos. Gostaria que a Casa estivesse sempre aberta para todos os necessitados, no sentido de receber outros com problemas graves a serem resolvidos.

José Antenor Gomes Filho: depoimento em 19 de abril de 2012.

Frequenta o Centro desde 1967.

Começou acompanhando a esposa. Primeiro, ficava no muro; depois, atrás da porta. Como tinha confiança em dona Henriqueta Bury, e não via gente falando alto e dando pancadas, como na Umbanda, veio a conhecer o verdadeiro Espiritismo, aprendendo a coisa correta. Como era contador, cuidou de tirar o CNPJ e fazer os devidos lançamentos contábeis. Fez o Curso de Educação Mediúnica, em que o Sr. Wanderlon era o professor e seus colegas de classe eram Eunice, Mamede e esposa Terezinha, dona Arminda.

Gomes também agradeceu aos seus tios Humberto e Henriqueta Bury, pois eles abriram a sua mente e fizeram com que toda a sua família recebesse educação espiritual. Acha que esta é a sua segunda família e, talvez, a mais importante. Mesmo nos momentos mais difíceis, não arredou pé da tarefa que lhe cabia como missão.

Antonio Tonetti: depoimento em 04/05/2012.

Frequentou o Centro entre 1968 e 1976.

Antes de começar no Ismael, a convite de sua irmã, Avenina Tonetti Gregório, já fora em outros Centros. Teve problemas muito sérios de mediunidade, inclusive ficou internado em hospital psiquiátrico. Tem boas recordações do Sr. Sanches, Wandelon, Bury, João Lourenço, Nascimento, Mamede e Ana Gaspar. Mudou-se para Guarulhos e passou a frequentar o Centro Espírita Nosso Lar, das Casas André Luiz. Depois, o Centro Espírita Jesus é o Caminho.

Agradeceu a oportunidade de receber orientações corretas sobre a Doutrina Espírita, que muito o auxiliaram na época e que perduraram ao longo do tempo. O que marcou a sua estada no CEI foram os livros antigos do Curso de Educação Mediúnica.

Olga Molina Tonetti: depoimento em 04/05/2012

Frequentou o Centro entre 1968 e 1976.

Como tinha problema de mediunidade, pois se achava muito “perturbada”, começou a frequentar o Ismael, a convite de sua cunhada, Avenina Tonetti Gregório. Fez o Curso de Médiuns. Depois, foi instruída pelo Sr. Nascimento a fazer um Curso de Plantonista na FEESP. Mudou-se para Guarulhos e passou a frequentar o Centro Espírita Nosso Lar, das Casas André Luiz. Depois, o Centro Espírita Jesus é o Caminho. O filho, necessitando de cuidados permanentes, fez com que abandonasse o Centro. Após o desencarne do filho, voltou a  frequentar novamente o Centro Espírita.

Agradece o apoio que teve no Centro Espírita Ismael, principalmente na pessoa do Sr. Nascimento, que muito a auxiliou nos problemas com sua mediunidade.

Marlene Castelhano: depoimento em 03/07/2012

Frequenta o Centro há 37 anos

Chegou muito necessitada, procurando amparo espiritual. Em vista do auxílio recebido , indica o Centro para muitas outras pessoas. Lembrança de Avenina Tonetti Gregório, Sr. Nascimento, Sérgio Biagi Gregório, Sr. Gomes, Dona Eunice, Iracema, Zanino, Paulina, Dona Dirce. É muito grata pelos 50 anos do CEI. A primeira vez que veio participar de um trabalho espiritual, estava ela, a expositora e mais 8 cadeiras vazias.

Trabalhadora, juntamente com a Janete, da área de eventos para arrecadar fundos para o CEI. Na década de 80, faziam grandes Chás Beneficentes, tendo a presença de Peninha, Luiz Airão, Nilton César, Raul Gil, Wanderleia, Vanussa, Los Maneros, Maria Alcina, Martinha, Perla, Mara Maravilha, e outros.

Janete Gimenez Linares: depoimento em 03/07/2012

Frequenta o Centro há 36 anos

Veio por intermédio da Marlene Castelhano e, quando aqui chegou, encontrou muito apoio moral e espiritual. Lembrança de Avenina Tonetti Gregório, Sr. Nascimento, Sérgio Biagi Gregório, Sr. Bury, Dona Henriqueta, Ana Gaspar, Agenor. Falou-nos do Sr. João Hicks, que ficava tomando conta de sua filha, enquanto assistia às aulas do Curso de Educação Mediúnica.

Participava, juntamente, com a Marlene Castelhano, dos eventos do CEI. Lembrou-nos de Alexandre Potta, garoto que auxiliaram na compra de braços e pernas mecânicas.

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