Terrorismo e Espiritismo

Sérgio Biagi Gregório

Há, na atualidade, perspectivas da deflagração de uma 3.ª Guerra Mundial. Os efeitos dos atos terroristas do último dia 11/09/01, nos Estados Unidos, são lembrados e veiculados constantemente pela mídia. Os Estados Unidos querem Osama Ben Laden, considerado o mentor do atentado; o Afeganistão, para entregá-lo, exige provas. O impasse continua. Como podemos ver esse acontecimento à luz do Doutrina Espírita?

A causa da guerra, segundo a orientação dos Espíritos, é devido à predominância da natureza animal sobre a espiritual. Ela deverá desaparecer da face da Terra quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Dizem ainda que a Providência Divina, ao tornar a guerra necessária, visa promover a liberdade e o progresso da humanidade, pois a fará caminhar mais rapidamente.

Haveria a possibilidade da dizimação da humanidade através de ataques bacteriológicos? Como fica o livre-arbítrio? Ele é absoluto? E a Providência Divina? Por mais que nos consideremos os poderosos da Terra, há o anseio da Providência Divina a nosso respeito. Nesse sentido, o nosso livre-arbítrio é relativo, pois se aquilo que pretendemos fazer contrariar sobremaneira a lei de Deus, por certo seremos vetados nesse projeto.

O "acaso não existe". O atentado terrorista teve uma causa e terá um efeito. Qual a causa? Do lado dos terroristas, o fanatismo religioso; do lado dos Estados Unidos, a prepotência econômica e material. Qual a conseqüência? Do lado dos terroristas, uma melhor compreensão que seja a verdadeira religião; do lado dos Estados Unidos, uma revisão da visão materialista da vida.

Qual a situação, no mundo dos Espíritos, daqueles que desencarnaram nesse trágico acontecimento? Todos os Espíritos, tanto os que provocaram como os que sofreram o atentado, serão recebidos por algum parente ou amigo, pois Deus não desampara nenhum de seus filhos. Contudo, os que cometeram esse ato brutal deverão sofrer-lhes as conseqüências, permanecendo por longo tempo em regiões de reparação e reajustamento de seu corpo perispiritual e mental.

Vislumbremos um raio de luz ante as trevas. Se houve o fato, este já está consumado, e deve servir de lição para toda a humanidade. Procuremos, sim, enviar vibrações de paz e harmonia para as pessoas que irão decidir sobre mais essa luta armada.

 
São Paulo, outubro de 2001.

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