Os Grandes Médiuns

Sérgio Biagi Gregório

Os grandes médiuns não foram os maiores e nem os melhores. Eram assim cognominados, porque tinham grande capacidade de exteriorizar o ectoplasma que, segundo Richet, é a "expansão fluídica dotada de uma força mecânica inteligente". Submetidos a controles científicos, ganharam notoriedade pessoal, especialmente pelos fenômenos que provocavam: visuais (faíscas, luminosidades etc.); olfativos (vapores odoríferos); táteis (sensação de frio ou calor).

Para a British Society for Psychical Research (Sociedade de Pesquisas Psíquicas Britânica) – S.P.R. britânica –, a experimentação é a via científica de se chegar a uma verdade científica. O rigor era tanto que, se um médium fosse surpreendido em flagrante delito de fraude, era definitivamente excluído das investigações da sociedade.

Vejamos alguns nomes:

Angélique Cottin

A 15 de fevereiro de 1846, uma jovem de quatorze anos de idade, chamada Angélique Cottin, costurava em sua casa de Bouvigny (Orne) quando a mesinha colocada ao seu lado começou a se movimentar sem causa aparente. No dia seguinte, foi a vez de uma pesada colméia e, durante algumas semanas, a simples presença de Angélique parecia imprimir aos objetos mais diversos movimentos mais extravagantes e menos explicáveis.

Margaret e Kate Fox

De acordo com Arthur Conan Doyle, em História do Espiritismo, tradução incorreta do original The History of Spiritualism, os espíritas tomaram a data de 31 de março de 1848 como o começo das coisas psíquicas, porque o movimento foi iniciado naquela data. Reportava-se ao episódio das pancadas e da conversa posterior que as meninas Fox tiveram com o Espírito Charles B. Rosma, um mascate, assassinado naquela casa.

Daí, as seguintes observações:

1) "A história do espiritualismo moderno começou por um caso de assombração" (Léon Denis)

2) "As manifestações da casa mal-assombrada de Hydesville, em 1848, e as tribulações da família Fox que a habitava são conhecidas. Todas as noites algo invisível aí se revelava por barulhos violentos e contínuos, abrindo e fechando porta, agitando móveis, arrancando as cobertas da cama. Mãos frias e rudes agarravam as senhoritas Fox e o teto oscilava sob uma ação desconhecida (...) Os curiosos afluíram; a casa tornou-se insuficiente para conter a multidão vinda de todas as partes. Houve até quinhentas pessoas reunidas para ouvir os barulhos". (Dans L’Invisible: Spiritism et Médiumnité. Paris: Librairie des Sciences Psychiques, 1911, p. 218)

Daniel Dunglas Home

Daniel Dunglas Home (1833-1886) destacou-se pelo seu poder de previsão. Reconheceram-lhe o dom de clarividência, mas a sua faculdade mediúnica residia principalmente no seu poder de deslocar objetos à distância, de proceder à levitação de pesadas mesas e mesmo de seu corpo, de provocar a audição de pancadas, de materializar membros humanos, que os assistentes podiam tocar.

Florence Cook

"É uma das mais estranhas histórias deste século a desta mulher, ao mesmo tempo ideal e real, invisível e visível, material e imaterial, que numerosas testemunhas puderam ver, ouvir e apalpar durante três anos no gabinete e no salão de um homem que ocupa o primeiro lugar mundo científico europeu de hoje". (Mgr. Méric, Revue du Munde Invisible, 15 de fevereiro de 1900, p. 513)

Esta é a opinião referente à narrativa das experiências de William Crookes, realizadas entre 1870 e 1874, com a médium Florence Cook, em que havia a materialização do Espírito Katie King.

"Em 1871, um ‘espírito’, que diz chamar-se ‘Katie King’, dirigiu-se aos vivos valendo-se, para o seu intérprete, de uma mesa giratória ou então de uma mesa falante, à qual se sentou uma jovem de quinze anos, a Srta. Florence Cook. Após haver dado a conhecer a sua existência, o ‘espírito’ se materializou parcialmente em 22 de abril de 1872, logo tomando a aparência de um espectro completo que foi visto, ouvido e tocado". (Amadou, 1966)

Outros Grandes Médiuns: Swedenborg, Edward Irving, Eusapia Paladino…

Grandes Médiuns de 1870 a 1900: H. Foster, Mme d’Esperance, William Eglinton, Stainton Moses.

Bibliografia Consultada

AMADOU, Robert. Os Grandes Médiuns. Tradução de Horvanir Alcântara Silveira. São Paulo: Loyola, 1966.

São Paulo, 24 de maio de 2009

 

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