Gesto e Gesticulação

De Laurêntis

Ao gesticular, o orador deve sempre usar de naturalidade e elegância. Deve sempre se lembrar de que o gesto é apenas a essência do que se quer exprimir.

Deve, portanto, ter os seguintes cuidados:

O gesto deve sempre preceder, isto é, acontecer antes, adiantar-se à palavra, ou então, pelo menos, acompanhá-la. Nunca suceder, ou seja, acontecer depois.

Por que? Porque se acontecer antes, o gesto prepara o efeito da palavra: se acompanhá-la reforça a palavra, porém, se acontecer depois, faz a palavra perder a sua força.

Então, temos:

  • Antes - dá força, maior efeito;

  • Acompanhando - dá-lhe reforço;

  • Depois - tira a força da palavra.

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    POSTURA, OLHAR E MANEIRISMOS

    O orador deve sempre evitar a postura displicente, por exemplo, falar sentado na cadeira ou encostado em alguma coisa, bem como, jamais sentar-se sobre a mesa.

    O olhar do expositor deve percorrer sempre a platéia inteira, não se circunscrevendo, ou mantendo, a sua atenção para este ou aquele lado, em especial.

    Deve, também, evitar os maneirismos, isto é, torcer os dedos, mexer na roupa, estalar os dedos, esfregar as mãos, bater palmas ou tocar amiudamente objetos sobre a mesa.

    O orador deve sempre agir com espontaneidade. Não deve prender as mãos tornando-as imóveis, lançando-as para trás, imobilizando-as, nem adotar gesticulação teatral exagerada. A melhor atitude com relação aos próprios gestos, é esquecer as mãos, falando com naturalidade procedendo com elas, da mesma forma como quando conversamos comumente.

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    GESTOS: COMPLEMENTO DA EXPRESSÃO VERBAL

    Os gestos são o complemento da expressão verbal. Ao falar, todo o mundo gesticula. Na oratória o orador que não sabe gesticular torna a sua peça fria e inespressiva.

    O gesto se compreende como sendo um ato ou uma ação, por meio do qual se procura dar força às palavras, no sentido de se influenciar pessoas. Pode ser produzido pelo corpo todo - veja-se , por exemplo, a mímica tida como arte de dar expressão ao pensamento por meio de gestos, ou seja, da gesticulação.

    Na oratória, eles, como já foi dito, também se reproduzem pelo corpo todo, porém, mais pelo movimento da cabeça, dos braços e das mãos. Na dança ou no balet, os movimentos se reproduzem acompanhando as notas musicais, mas também através da mímica.

    Então temos: os olhos, as mãos, a cabeça, os braços, o modo de andar, enfim, movimentos gerais que também são uma forma de expressão.

    Agora, o que o orador não pode esquecer é que, ao discursar, os gestos devem ser extremamente comedidos, pois que, os gestos discursivos são algo diferente dos gestos que fazemos ao falar no nosso dia-a-dia, onde as pessoas não estão circunscritas às normas e regras da oratória. Isto quer dizer-nos que se deve gesticular sem exageros porque em oratória os gestos devem ser, apenas, o esboço dos gestos reais.

    Resumo do significado do gesto em oratória:

    O gesto é a ação por meio do qual se dá força às palavras;
    Devem ser feitos sem exageros e sem excessos, isto é, com naturalidade e elegância;
    Lembrar sempre que eles são apenas a essência tão somente do que se quer exprimir.

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    EXEMPLOS

    Supondo que se queira dizer:

    "E se foram para lugar distante..."

  • Estender o braço ligeiramente com o movimento da mão sendo jogada para frente.

    "Foi lhe dado um sinal para que parasse..."

  • Mão aberta com a palma voltada para a frente.

    "Foi lhe pedido para que não fizesse..."

  • Movimentar a cabeça para os lados ou movimentar a mão para os lados tendo apenas o dedo indicador apontado para cima.

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