Dicionário de Oratória

Ambigüidade - Não deixar claro o sentido de uma palavra ou de uma frase que podem ser interpretadas pelo menos de duas maneiras diferentes.

Antítese - Figura de linguagem que faz uso de expressões opostas: "De repente do riso fez-se o pranto" (Vinícius de Morais)

Aparência - Uma boa aparência ajuda a aumentar a autoconfiança e a confiança que as pessoas têm no orador. Isto mostra que o orador os respeita e se esforçou para se vestir adequadamente.

Apresentação - É uma ferramenta de comunicação muito poderosa que deve ser adequada à personalidade do orador. As imagens devem ser usadas com parcimônia. Embora se diga que uma figura vale por 1000 palavras, é preciso verificar se ela não está deixando a inteligência inativa.

Arcaísmo - Emprego de palavras ou construções antigas, que já caíram em desuso.

Antanho por no passado. Antelóquio por prefácio.

Argumento - Ao nível da Retórica, o argumento consiste no emprego de provas, justificativas, arrazoados, a fim de apoiar uma opinião ou tese, e/ou rechaçar uma outra.

Auditório - Tecnicamente, é o conjunto de todos aquelas pessoas que o orador quer influenciar mediante o seu discurso.

Barbarismo - Consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta. Eles ocorrem:

1) na grafia: analizar por analisar

2) na pronuncia: rúbrica por rubrica

3) na morfologia: deteu por deteve

4) na semântica (sentido das palavras): o iminente jurista presidiu a seção (por eminente sessão).

Bene Dicere - Dado que a virtude mais geral do discurso se encontra contida no advérbio bene dicere,e o fim mais geral do discurso consiste em persuadere, o objetivo específico do desenvolvimento reside no ensinar (docere), agradar (delectare) e comover (movere).

Brain storming - Deixar espaço para a criatividade, onde cada aluno é livre para falar o que quiser, sem medo de reproche.

Cacoetes Lingüísticos - São palavras ou partículas usadas com muita insistência para encerrar a frase ou para continuá-la. Eis alguns: Tá, né? Entende? Sabe? Percebe? Uai... Da mesma forma, há quem abuse de a gente isso, a gente aquilo, a gente chegou, a gente pediu, etc. Evitar o uso constante de a nível de, enquanto que, de repente, etc.

Cacofonia - Qualquer seqüência silábica que provoque som desagradável como "A boca dela é enorme" por "Sua boca é enorme".

A cacofonia compreende:

a) Cacófato – Encontro de sílabas que forma uma palavra obscena.

Envie-me os catálogos.

Polícia federal confisca gado de fazendeiros.

b) Eco – Repetição desagradável de terminações iguais.

Freqüentemente o presidente sente dor de dente.

c) Colisão – Repetição de consoantes iguais ou semelhantes.

O monstro medonho mede, mais ou menos, um metro e meio.

d) Hiato – Seqüência ininterrupta de vogais.

Ou eu o ouço ou eu o ignoro.

Carismáticos - As pessoas descrevem como "carismáticos" aquelas de quem gostam sem nenhuma razão aparente.

Comparação - Figura de linguagem que consiste em atribuir a um ser características presentes em outro ser, pelo fato de haver entre os dois uma determinada semelhança. "Minha dor é inútil como uma gaiola numa terra onde não há pássaros". (Fernando Pessoa)

Comparações, analogias e metáforas - Enquanto uma analogia geralmente faz uma comparação relativamente completa, mostrando explícita ou implicitamente muitos pontos em comum, uma comparação acentua um só ponto e nela costuma-se usar as palavras como ou igual a. Já a metáfora é uma comparação que, ao invés de mostrar explicitamente as semelhanças entre duas coisas, aceita-as implicitamente, dizendo que uma coisa é outra, sob certos aspectos. Além disso, na metáfora não se usam as palavras como ou iguais.

Comunicação - É freqüentemente definida como a troca de informações entre um transmissor e um receptor, e a inferência (percepção) do significado entre os indivíduos envolvidos.

Crase - É a fusão de duas vogais da mesma natureza, ou seja, iguais.

Regra geral: haverá crase se existirem duas situações.

O termo regente exigir a preposição A

O termo regido aceitar o artigo A/As.

Debate Orientado - O debate é o método no qual os oradores apresentam seus pontos de vista e falam pró ou contra uma determinada proposição.

Use-o quando os assuntos requeiram sutileza; para estimular a análise; para apresentar diferentes pontos de vista.

Vantagens - Apresenta os dois aspectos de um problema; aprofunda os assuntos em discussão; desperta o interesse.

Limitações - O desejo de "ganhar" pode ser demasiadamente enfatizado; requer muita preparação; pode produzir demasiada emoção.

Desenvolvimento - Quanto ao desenvolvimento, o discurso bifurca-se em:

a) Narração - Consiste na exposição minuciosa, parcial, encarecedora, do que de modo sintético e direto se expressa na proposição: o orador seleciona os fatos que convém à sua causa e focaliza-os da perspectiva que mais lhe favorece o intento, emprestando relevo a alguns e minimizando outros, de acordo com o interesse do momento.

b) Argumentação- É a parte nuclear e decisiva do discurso, e vem já preparada pelo exórdio e pela narração. Para exercer seu efeito no conjunto do discurso, a argumentação deve conter uma ou mais provas, ou seja, um ou mais argumentos, calcados no raciocínio e no princípio da dedução: o silogismo, a dialética e o paradoxo. A argumentação pode conter exemplo, ou melhor, prova trazida de fora.

Dialética - Na boa visão de Hegel, é o diálogo dos opostos. Quer dizer, o bem existe porque é comparado ao mal, a liberdade à escravidão e a verdade ao erro.

Dicção - Modo de dizer; arte de dizer, de recitar.

Dinâmica de Grupo - É a divisão de um grupo grande em diversas equipes. Estas equipes discutem problemas já assinalados anteriormente, geralmente com o propósito de informar depois ao grupo maior.

Use-o quando o grupo é demasiadamente grande para que todos os membros participem; quando se exploram vários aspectos de um assunto; quando o tempo é limitado.

Vantagens - Estimula os alunos tímidos; desperta um sentimento cordial de amizade; desenvolve a habilidade para dirigir.

Limitações - Pode ser o resultado de um conjunto de deficiência; os grupos podem desviar-se do assunto em questão; a direção pode ser mal organizada.

Discurso - Do latim discursu(m). Ação de correr por ou para várias partes. Discorrer sobre vários assuntos. No plano da oratória, designa a elocução pública, que visa a comover e persuadir.

Trata-se de um termo de largo uso e de sentidos diversos:

a) O discurso pode ser verbal – centrado nas palavras – e não-verbal – centrado na imagem nos gestos etc.

b) O discurso verbal pode ser oral ou escrito – também chamado texto.

c) Considerando que a unidade máxima do sistema da língua é a frase, podemos dizer que o discurso está centrado nas seqüências frasais – eventualmente numa frase.

d) O discurso implica um esforço expressivo do eu – o que irá configurar o estilo – no sentido transitar uma mensagem para alguém.

Discurso direto - O narrador reproduz o discurso com as próprias palavras do interlocutor.

As duas características do discurso direto são:

a) Vem introduzido por um verbo dicendi (verbo que anuncia a fala da personagem);

b) Antes da fala da personagem há, geralmente, dois pontos e travessão.

Exemplo: O ministro disse: — O Brasil precisa de técnicos.

Discurso indireto - O narrador usa suas próprias palavras para comunicar o que as personagens disseram.

As características principais do discurso indireto são:

a) Vem introduzido por um dicendi.

Exemplo: Diógenes disse a Alexandre que não tirasse o sal.

b) Vem introduzido por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)

Exemplo: O general bradou que não fizessem aquilo.

Elipse – Omissão de um termo facilmente identificável. O principal efeito é a conclusão.

Exemplo: No céu, dois fiapos de nuvens. [No céu, aparecem (existem/há) dois fiapos de nuvens.]

Equívoco - Mudar o significado ou a conotação de uma palavra.

Estereótipo - Frase ou expressão modelar que de tanto ser usada perdeu sua força inicial. Trata-se de um clichê, de uma fórmula muitas vezes vazia. Exemplo: "Não tenho palavras para agradecer", "A memorável vitória" etc.

Estilo - É a maneira peculiar de que se seve cada ser humano para expressar suas próprias idéias. Não se deve confundir o estilo com as palavras e as idéias empregadas por um homem, que as pode usar justas e corretas, apesar de ser vicioso, duro ou frio, frouxo ou afetado o seu estilo.

Estrangeirismo - Quando usados desnecessariamente também constituem barbarismo

1) Galicismo: garçon por garçom

2) Anglicismo: cocktail por coquetel; week-end por fim de semana.

Etimologia - É a ciência que investiga as origens próximas e remotas das palavras e sua evolução histórica. Do grego etymon (étimo) vocábulo que é origem de outro.

Eufemismo - Figura de linguagem que consiste no abrandamento de expressões cruas ou desagradáveis.

Foi acometido pelo mal de Hansen (= contraiu lepra).

Os funcionários da limpeza pública estão em greve (= lixeiros).

Exórdio - Contendo a introdução do discurso, objetiva "ganhar a simpatia do juiz (ou, em sentido mais amplo, do público) para o assunto do discurso". Não obstante o exórdio apresentar-se ora simples e direto, ora impetuoso e veemente, ora insinuante e humilde, há de ater-se imediatamente ao tema em questão e observar a doutrina do decorum, isto é "a harmônica concordância de todos os elementos que compõem o discurso ou guardam alguma relação com ele".

No geral, o exórdio encerra duas partes:

a) A proposição: que consiste no enunciado do tema ou assunto, e

b) A divisão, vale dizer, a enumeração das partes que totalizam o discurso e, portanto, assinalam o caminho a seguir pelo orador.

Falar bem e dizer bem - Há uma diferença essencial entre o falar bem (utilizar com eficiência os recursos gramaticais, as metáforas e os argumentos criativos) e o dizer bem (sintonizar-se com os ouvintes de forma natural, persuasiva e empática).

O líder empresarial deve ser um facilitador da aprendizagem e canalizador da energia do grupo. Por isso, espera-se que em suas comunicações o falar e o dizer se harmonizem perfeitamente.

Gestos - Ato ou ação por meio do qual se dá força às palavras. Deve ser feito sem exagero e sem excessos, isto é, com naturalidade e elegância. Lembrar sempre que ele é apenas a essência, tão somente, do que se quer exprimir. Deve preceder à palavra ou acompanhá-la, nunca sucedê-la. Se anteceder, prepara o efeito da palavra; se acompanhá-la, reforça-a; se suceder, perde sua força.

Gestualidade - É o comportamento do corpo que abrange gestos (em movimento) e atitudes ou posturas (parados). É a linguagem do corpo: "sermo corporis" O Corpo fala através de gestos e atitudes que acompanham significativamente a pronunciação. Dentro da gestualidade se destaca uma nova área de investigação: a proxêmica.

Hipérbole - É uma afirmação exagerada para conseguir-se maior efeito estilístico.

- Chorou um rio de lágrimas.

- Toda a vida se tece de mil mortes.

- Um oceano de cabeças ondulava à sua frente.

Idéia central - É um pensamento único, expresso numa frase simples, clara e, se possível, direta, e que resuma a essência do que se quer provar ou demonstrar através da palestra inteira. Em torno dela e/ou em direção a ela se encaminharão todos os assuntos e ilustrações. Obs.: A idéia central não deve ser confundida com o tema, que é o assunto da palestra. A idéia central é a definição, objetivo específico dentro do tema. Sinônimo: idéia-mãe.

Ironia - Consiste em sugerir, pela entonação e contexto, o contrário do que as palavras ou as frases exprimem, por intenção sarcástica.

Que belo negócio! (=que péssimo negócio)

O rapaz tem a sutileza de um elefante.

Língua - O conhecimento da língua portuguesa é muito importante para o orador, pois as incorreções gramaticais não são perdoáveis a quem se atreve a falar em público.

Alguns erros que causam má impressão:

Me vejo na obrigação... Tenho a súbida honra... Se ele intervir... acabo de assistir um espetáculo.

Linguagem - É a expressão de nossas idéias por meio de certos sons articulados que lhes servem de sinais. É a expressão da evolução espiritual e mental do homem, e a verbalização do comportamento faz parte dela.

Maiêutica – Método socrático, onde o instrutor desenvolve sua exposição fazendo perguntas aos alunos. Deve-se evitar o pseudo-diálogo;

Medo - Reflete a sensação de se expor a uma situação nova com a condição de enfrentar ou escapar. Os oradores se beneficiam disso: a adrenalina se transforma em energia; suas mentes parecem mais alerta; surgem novos pensamentos, fatos e idéias.

Cícero disse que todo discurso de mérito autentico se caracteriza pelo nervosismo.

É uma forma de autopreservação comum a todas as pessoas, contra aquilo que consideramos ser a concretização de uma ameaça dolorosa. Ele aumenta desproporcionalmente a sensação de perigo: é a forma que o corpo e a mente encontram para se protegerem das ameaças.

Memória - É a capacidade de fixar, reter, evocar e reconhecer impressões ou acontecimentos passados. A memória pode ser comparada a uma câmara fotográfica: "a atenção é, para a mente, o que o poder de focalizar a lente é para a câmara".

Exercício para a memória:

a) Olhar um objeto, fechar depois os olhos e passar a descrevê-lo mentalmente. Abrir logo após os olhos, e verificar o que esquecemos e o que lembramos.

b) Abrir as páginas de um jornal, ler os cabeçalhos; fechar em seguida os olhos, e rememorar mentalmente.

c) Ler um pensamento, duas, três, quatro vezes. Depois, repita-o de cor. Obtida a memorização, medite sobre ele.

d) Há à sua frente um grupo de pessoas. Observe-as. Imediatamente procure recordá-las na ordem em que estão da direita para a esquerda e vice-versa. Verifique logo depois se acertou ou errou.

e) Ao assistir a uma palestra ou conferência, ou ao ler um artigo, etc., faça logo, de memória, uma síntese, e preferentemente a escreva.

Metáfora - É a mudança do sentido comum de uma palavra por outro sentido possível que, a partir de uma comparação subentendida, tal palavra possa sugerir.

Costuma-se distinguir a metáfora pura da metáfora impura:

Metáfora impura: aquela em que os dois termos de comparação vêm expressos.

Metáfora pura: aquela em que não está presente nenhum termo de comparação.

Esquematizando:

Essa mulher é perigosa qual uma cascavel (= comparação).

Essa mulher é uma cascavel (= metáfora impura).

Convivo com uma cascavel (= metáfora pura).

Método - Do grego méthodos - "caminho para chegar a um fim". Processo ou técnica de ensino. O método depende dos propósitos que se tenha, da habilidade do professor ou líder, da disposição do aluno, do tamanho do grupo, do tempo disponível e dos materiais de trabalho.

Metonímia - É a substituição de uma palavra por outra, quando entre ambas existe uma relação de proximidade de sentidos que permite essa troca.

Exemplo: O estádio aplaudiu o jogador.

Estádio está substituindo torcedores (a troca foi possível porque o estádio contém os torcedores).

Monossemia - Palavras ou expressões que remetem é um mesmo sentido. O signo monossêmico é fechado, impede uma leitura plural. Ou ainda, a cada significado corresponde um único significante.

Opinião - É preciso ultrapassar a preguiça do: "Vou dar minha opinião sobre..." A palavra "opinião" é eminentemente reveladora: pois a opinião é muito subjetiva. Ela pode ser um sinal de humildade, as na maioria das vezes revela um grande empobrecimento do pensamento.

Palavras que revelam insegurança – Evite usar: "quem sabe", "talvez seja", "aliás", "pode ser", "assim parece", "quero crer", "julgo que", "tudo parece indicar que". Substituí-las por palavras afirmativas.

Parábola - É um relato que possui sentido próprio, destinado, porém, a sugerir, além desse sentido imediato, uma lição moral. É um tipo de comparação construído em forma de narrativa. Conta-se uma história para se extraírem ensinamentos que possam ilustrar outra situação.

No fundo do parabole grego há a idéia de comparação, enigma, curiosidade.

As parábolas evangélicas contadas por Jesus são imagens tomadas das realidades terrestres para serem sinais das realidades reveladas por Deus. Elas precisam de uma explicação mais profunda.

Peroração – É a conclusão de um discurso e encerra duas partes:

a) A recapitulação, mediante a qual o orador "refresca a memória" da audiência, e

b) A afetividade, já que "a peroratio" é a última oportunidade de dispor o juiz (público) em sentido favorável à nossa causa e de influir nele em sentido desfavorável à parte contrária.

Entretanto, qualquer que seja o número de partes considerado, a peroração identifica-se pela brevidade: "a virtus básica da peroratio é a brevitas".

Persuasão - É o emprego de argumentos, legítimos e não legítimos, com o propósito de se conseguir que outros indivíduos adotem certas linhas de conduta, teorias ou crenças. Diz-se também que é a arte de "captar as mentes dos homens através das palavras".

Persuasão versus demonstração - A persuasão e a demonstração são raciocínios (em sentido amplo) que levam a inteligência a aderir a uma verdade (mais ou menos certa). Seu objetivo é, portanto, idêntico; a diferença reside no caminho tomado.

A demonstração dirige-se apenas à razão: é unicamente a força do verdadeiro que leva a concluir. Quanto à persuasão, ela propõe uma verdade à inteligência, porém apresenta-a não como verdadeira (apenas), mas como boa, isto é, atraente para a efetividade ou a vontade.

Por exemplo, pode-se mostrar que Deus existe, seja demonstrando que uma causa primeira de harmonia do universo é necessária (e nos dirigimos apenas à inteligência), seja persuadindo que Deus recompensa as boas ações secretas e pune os injustos (dirigimo-nos então à vontade ou ao sentimento).

Preciosismo - Exagero na linguagem, em prejuízo da naturalidade e clareza da frase.

Exemplo: Isso é colóquio flácido para acalentar bovino (por Isso é conversa mole pra boi dormir).

Pregação - Deveria ser considerada a mais nobre tarefa que existe na terra.

Significa a verdade divina através da personalidade ou a verdade de Deus apresentada por uma personalidade, para ir ao encontro das necessidades humanas.

Preleção - É o método clássico, onde o orador faz seu discurso diante do auditório.

Use-o quando vai dar informação, quando os discípulos já estão interessados e quando o grupo é demasiado grande para empregar outros métodos.

Vantagens: Transmissão de grande quantidade de informações em pouco tempo; pode ser empregado com grupos grandes; requer uso de pouco material.

Limitações: Impede que o aluno participe contestando; dificulta o poder de retenção; poucos conferencistas são bons oradores.

Princípio do diga - Diga a eles o que você vais lhes dizer. Diga a eles. Diga a eles o que você lhes disse.

As pessoas lembram melhor o que ouvem no início e no fim do discurso. Faça um sumário do discurso nos dois extremos e os ouvintes, quando forem embora, vão se lembrar de uma boa parte do enchimento.

Prova do telefone - Qualquer pessoa que souber utilizar bem um telefone tem geralmente jeito para ser um bom orador. De fato, uma artimanha usada por organizadores ou agentes a quem foi recomendado um orador desconhecido, é telefonar-lhe. Se conseguir despertar o interesse de um estranho – e, sobretudo, de fazer rir é um orador prometedor.

Proxêmica - O orador se movimenta no espaço entre ele e o público de modo pertinente. Ora se situa num plano mais elevado ou mais baixo ou no mesmo nível; ou se distancia ou se aproxima com intenções definidas.

Raciocínio apodítico - Do grego apodeiktkós. Possuía o tom da verdade inquestionável. O que se pode verificar aqui é o mais completo dirigismo das idéias; a argumentação é redigida com tal grau de fechamento que não resta ao receptor qualquer dúvida quanto à verdade do emissor.

Retórica - No sentido original, a retórica inclui qualquer discurso ou texto escrito eficaz. Modernamente, a retórica implica uma tentativa de persuadir por meio de palavras, faladas ou escritas.

Semântica - É o estudo das mudanças que no espaço e no tempo, experimenta a significação das palavras consideradas como sinais das idéias: semasiologia; semiologia. Do grego sêma-tos, sinal, marca, significação.

Sinônimos - São palavras de significado aproximado, já que não existe sinônimo perfeito.

Solecismo - Qualquer erro de sintaxe:

a) De concordância: Fazem anos que não o vejo (por Faz)

b) De regência: Esqueceram de mim (por Esqueceram-se de mim).

c) De colocação: Não coloque-a na água (por Não a coloque na água).

Tautologia - Repetição desnecessária de informações. O mesmo que redundância.

Exemplo: Ele detém o monopólio exclusivo dos refrigerantes na Índia. (Na palavra monopólio já existe a idéia de exclusividade).

Vícios de linguagem - Uso de palavras ou frases que ferem a língua portuguesa, em regra, colocando erradamente os pronomes ou formando cacófatos.

Zeugma - Omissão de um termo já mencionado anteriormente. Tem o mesmo efeito da elipse.

Exemplo: Nem ele entende a nós, nem nós a ele. (Nem ... , nem nós entendemos a ele.)

(Org. por Sérgio Biagi Gregório)

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