Jornal da Mocidade
Período: 1983-1988

EDITADO POR MAURO GOMES, COM 58 NÚMEROS (1983-1988)

O “Jornal da Mocidade” surgiu ao final de um dos ensaios da peça “O Perseguidor”. Ele deveria ter, a princípio, uma página e seria encartado no antigo “Mensageiro de Ismael”, o informativo do CEI na época. Como o “Mensageiro” estava sem circular havia alguns meses, nosso jornal iniciou-se com duas páginas e teve distribuição independente. Posteriormente, passou a circular com três e quatro páginas, tendo algumas edições especiais 5 páginas.

ALGUNS TÓPICOS DE SUAS EDIÇÕES

05/11/1983 – Número 1

Em todos os números havia o Editorial, que era chamado “Recado da Redação”, escrito pelo editor Mauro Gomes. Esse número do Jornal da Mocidade continha apenas duas páginas. O logotipo do jornal e suas modificações foram criados por Marcos Gomes. Nessa edição, houve o lançamento do concurso para o símbolo da Mocidade, os ensaios para as apresentações do natal de 1983 (“O Perseguidor”), entrevista de Mauro Gomes com o presidente do CEI, José Antenor Gomes Filho, 44 anos, que, na época, informou que o CEI tinha 144 trabalhadores cadastrados, 260 sócios e cerca de 90 alunos em seus cursos.

03/12/1983 – Número 2

Entrevista com Jerônimo Mendonça, 44 anos, palestrante que veio de Ituiutaba para falar no CEI.

07/01/1984 – Número 3

Divulgação do resultado do concurso para a escolha do símbolo da Mocidade Carmem Cinira (MCC), cujo vencedor foi Décio Ferreira Castro. Entrevista de Mauro Gomes com Mamede Cirino Filho, 57 anos, diretor do Departamento de Infância, Juventude e Mocidade do CEI, à época.

 

04/02/1984 – Número 4

Reportagem sobre reunião da Diretoria do CEI com o deputado federal Rui Codo (presidente do Conselho da Casa de David) sobre os trabalhos do CEI na Casa de David. Entrevista de Mauro Gomes com Antônio Francisco Rasga, 75 anos, vice-presidente do CEI, à época. Informou que foi duas vezes presidente e estava na quarta vice-presidência.

03/03/0984 – Número 5

O Jornal da Mocidade passa a circular, além do CEI, também na Casa de David e no C. E. Servos de Jesus. Reportagem de Mauro Gomes sobre a Biblioteca e a Livraria Herculano Pires, ambas do CEI. O CEI inicia a implantação do curso Básico de Espiritismo no C. E. Servos de Jesus (Vila Guilherme).

07/04/1984 – Número 6

Anúncio da terceira apresentação da peça “A Assembleia do Inferno”, na abertura do Chá da Mocidade. Palestras domingueiras promovidas pela Mocidade Carmem Cinira para atrair pessoas para o CEI. A primeira realizada foi a do Sr Augusto da Silva Cayres sobre “O Que é o Espiritismo”, e contou com 50 pessoas na audiência (25/3/84).

06/05/1964 – Número 7

Textos em homenagem ao Dia das Mães (13/5/84) de Joaquim e Aderbaldo Ferreira da Silva. Entrevista de Mauro Gomes com José Vitorino Nascimento, 63 anos, ex-presidente do CEI e diretor do Departamento Espiritual, à época. O CEI inicia campanha para arrecadar alimentos para a Casa de David, que sofreu incêndio em março/84.

02/06/1984 – número 8

Carta de Décio Ferreira de Castro, explicando o logotipo da Mocidade Carmem Cinira. O logo foi inspirado no conto de Richard Bach, “Fernão Capelo Gaivota”. Sua intenção era “dar suavidade às formas, porém eternizar algo sobre as letras CEI.” O universo foi representado pela cor azul prussiana, marcado pela presença de rochedos (letra M, de Mocidade). O traço em azul turquesa representa a água. Na parte superior, em linhas sóbrias, duas gaivotas em pleno ar. A de linhas brancas representa o jovem com todas as alegrias e os ímpetos de alçar longos voos à espiritualidade, alicerçados nos conhecimentos de pais e mestres, representados pela gaivota em azul claro. O espaço maior, em branco, o desafio de conquistá-lo e preenchê-lo, exemplificados nos mais sublimes ensinamentos morais, intelectuais e filosóficos.

19/01/1985 – Número 15

Reportagem de Mauro Gomes sobre o Encerramento do Curso Básico (08/12/84), que contou com a presença de representantes da Federação Espírita do Estado de S. Paulo e discursos de De Laurêntis, José Luiz (expositor da turma), Nascimento (diretor da Área Espiritual), Gomes (presidente) e participações dos alunos.

06/04/1985 – Número 18

O Jornal da Mocidade passa a circular com quatro páginas, sendo introduzidas novas seções: efemérides, com as datas importantes do Espiritismo e do CEI; os aniversariantes do mês, que abrangem agora todos os trabalhadores do CEI e não apenas os integrantes da Mocidade.

15/06/1985 – Número 20

Anúncio da criação do GAP (Grupo Artístico Permanente) da Mocidade Carmem Cinira, para melhor organizar as atividades artísticas e que passa a se reunir todos os domingos pela manhã.

13/07/1985 – Número 21

Edição especial, com cinco páginas, relatando viagem de vários frequentadores do CEI a Uberaba para encontro com Chico Xavier. Infelizmente, conforme diz o editorial, houve falha na revelação fotográfica e a fotografia com Chico Xavier não pôde ser aproveitada. Foi utilizada, na primeira página, a figura de Carmem Cinira, patrona da Mocidade Carmem Cinira. Houve reportagem de Mauro Gomes e Luiz R. Carchedi (capitão do corpo de Bombeiros, à época, e, hoje, Coronel), “O CEI em Uberaba”: excursão realizada nos feriados da Semana Santa. Chico Xavier não comparece aos trabalhos, no primeiro dia, por estar com angina. Realizou-se visita aos trabalhos do médium Celso de Almeida Afonso, no C. E. Aurélio Agostinho. Visita ao Hospital do Pênfigo Foliáceo, dirigido por Aparecida Conceição Ferreira, que abrigava 83 doentes e 180 crianças abandonadas. Encontro com Chico Xavier, na distribuição de alimentos e dinheiro aos necessitados. Trabalho espiritual com Chico Xavier, no Grupo Espírita da Prece. Autógrafo de livros.  Mauro e Luiz entregam exemplares do Jornal da Mocidade a Chico Xavier. Já passava das 22h30 e o frio era intenso. “Estávamos no final da fila e, enquanto Luiz o cumprimentava, eu entregava alguns exemplares do nosso jornal. Chico demonstrou bastante interesse pelo nosso trabalho, principalmente quando soube que se tratava de um grupo de jovens como autores. Folheou os jornais com atenção e, após, elogiou-nos, dizendo que “está bem feito e muito bonito”. ‘Eu vou lê-lo com muito amor’. Procurou saber rapidamente alguns detalhes sobre nossa Mocidade e terminou pedindo o endereço para, caso haja oportunidade, recebermos uma mensagem dele”.

Novembro/1985 – Número 25

O editorial conta sobre o nascimento do Jornal da Mocidade e sua trajetória até esse momento, quando inicia seu terceiro ano de circulação. Relata elogios recebidos pela “Folha Espírita” e reportagem realizada com o editor Mauro Gomes sobre o Jornal da Mocidade. Cita as cartas recebidas de várias regiões do Brasil e os pedidos de encaminhamento do jornal. Relata que o Jornal da Mocidade é enviado a vários Centros Espíritas de São Paulo, Capital e Interior, e outros estados como Goiás, locais cujas Mocidades já tiveram contato com a nossa.

Janeiro/1986 – Número 27

Iniciam-se as obras de reforma do CEI, para sua ampliação, com a construção de um segundo andar sobre o salão Carmem Cinira e a câmara de passes.

Março/1986 – Número 29

Há a divulgação da estrutura de trabalho da Mocidade Carmem Cinira para 1986: Coordenação Geral (Mauro Gomes, Antonio M. David e Luiz Roberto Carchedi); Departamento de Estudo (Luiz R. Carchedi); Jornal da Mocidade (Mauro Gomes); Departamento Social (Viviane Cayres e Emanuel Oliveira); Departamento Artístico (Oscar Camilo).

Abril/1986 – Número 30

Entrevista de Mauro Gomes com Dona Henriqueta Bury, 70 anos, criadora e dirigente do novo curso do CEI, “Aprimoramento Mediúnico”, que funcionava há um ano e meio. Uma das fundadoras do CEI, ela ainda trabalhava na Federação Espírita do Estado de S. Paulo, à época, no Colégio de Médiuns, no Grupo de Telepatia e P1-P2. No CEI, além do curso acima, ela trabalhava no P1-P2 e nas Vibrações e Curas à Distância. Na entrevista defendeu a ideia de que o desenvolvimento mediúnico deveria ser iniciado somente após os 18 anos de idade, quando o jovem já estaria mais maduro e responsável.

Em 05/04/86, é inaugurado o novo salão do CEI, cuja construção se iniciou em janeiro/86, com capacidade para 50 pessoas. Graças a isso, as reuniões da Mocidade Carmem Cinira passam a se iniciar mais cedo e duram mais (sábados, das 15h30 às 17h).

Junho/1986 – Número 32

Entrevista de Mauro Gomes com o psiquiatra espírita Alberto Calvo, recém-empossado pela prefeitura como novo administrador da Administração Regional da Casa Verde, o que hoje seria conhecido como Sub-prefeitura.

Depois da publicação desses 32 números o Jornal da Mocidade (JM), esse periódico continuou e chegou à 58ª edição, sempre noticiando as atividades dos trabalhadores do Centro Espírita Ismael e eventos da Mocidade Carmen Cinira.

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